
Nessas horas percebo o quanto eu quero que as férias cheguem rapido!

Mentir é a alma do negócio. É o ônus da prova. É a maneira como a sociedade moderna nos dita como conviver.É muita informação. É nada!
E a gente vai vivendo assim. Meio sem rumo.
No meio do mundo. Meio mudo. Calado. Que absurdo!
Mas vai.
(Gibran Lachowski)
“Andando pela planície avisto um animal gigantesco. Eram quase 3 metros de altura e suas garras vociferavam em minha direção, eu não fazia parte da sua dieta, mas, estava em seu território, o território da Preguiça-Gigante! Corri o mais rápido que pude, as minhas pernas cansadas tentavam chegar ao mar, mas, fui impedido por um tremor terrestre violento. Uma manada de Mastodontes com os seus quase 4 metros de altura e suas poderosas pisadas de sete toneladas. Consegui desviar e correr em direção ao mar, até ser impedido por um Meso-Sauro Brasiliense, como ele tinha apenas 1 metro pude pular e chegar a minha sonhada liberdade enfim o mar!”
Outra hora que um sorriso surge no rosto da estudante é quando ela fala da parte mais divertida de seu trabalho, que é guiar os visitantes por aquele universo passado e mostrar entre as salas as peças, os fósseis e as maquetes sobre os períodos Pré-Cambriano, Paleozóico e Jurássico. “ Eu me sinto bem animada nessa hora, principalmente quando são as crianças, elas me enchem de perguntas”.Acordo e visto uma roupa que penso ser roupa, vou para o banheiro e escovo dente com uma pasta que acho que é pasta e com uma escova que penso ser escova.
Vou para a faculdade em um carro que creio ser um carro de verdade, passo em frente ao M de McDonalds e tenho vontade de comer uma comida que me disseram que é comida!
Vou para o trabalho, trabalhar o que me mandaram..
E assim sigo o dia, vivendo numa realidade que me contaram ser real.
E assim eu acredito.
por Gustavo Nascimento


Então na política só vemos que: os políticos são mentirosos, f*%¨*#@ e um monte de isso ou aquilo e mais um punhado de bláblá. Ouvimos tanto estas coisas que ficamos acabamos convencidos e enojados com essas baboseiras e nos vacinamos quanto a situações que realmente deveriam nos causar repugnância e vergonha.



"Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
e é o fim
e é o fim
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar."
(Los Hermanos)
Por Gustavo Nascimento
á-las e seguir a vida do mesmo modo!”
Em meio a questões que discorriam sobre o liberalismo, capitalismo, socialismo, ALCA, protecionismo e outros ismos estava a seguinte questão: Fale sobre o mundo moderno e o papel do jornalismo.
E a reposta foi:
Moderno é o cacete!
Não vivemos mais na era da modernidade. Nemn a pós-modernidade nem hiper-modernidade. Vivemos algo próximo ao que se intitula modernidade liquida.
Um conceito que surgiu com Bauman que dizia: “tudo que é sólido se dissolve no ar”. Ou seja, vivemos na era do efêmero, da velocidade, do agora. E é neste contexto que nos inserimos enquanto (pseudo) jornalistas. Somos a própria liquidez impalpável.
Não sabemos ao certo como definir a nossa função. Fazemos tudo pelo tempo, tudo para agora, dois minutos, uma lauda, meia pagina, 30s no ar....McLuhan disse que as “ferramentas” viriam para nos deixar com tempo livre..bahh...balela, fazemos sete vezes mais do que a vinte anos atrás. Os novos meios de comunicação e os não tão novos assim exigem prazos cada vez mais curtos de “deadline”.Isso nos torna rasos, toscos, infiéis...o que vale é a quantidade e não a qualidade.
Onde nos inserimos nessa sociedade? Não sei, somos a própria cara dela, efêmera, rasa, insípida, inodora e incolor. Perdemos a nossa identidade no meio dos anos. E até hoje nos orgulhamos em dizer que somos os “vigilantes” da dita sociedade. Creio que ao invés de vigilantes somos o reflexo da dela, a própria cara de uma era de não profundidade.
E o nosso papel? Teoricamente é tudo muito lindo, na prática é tudo quase impossivel...
Poucos, não se deixam abalar pelas dificuldades da profissão ou conseguem se livrar de lugares onde apenas reproduzem o que mandam.
“Os mecânicos de automóveis de hoje não são treinados para consertar motores quebrados ou danificados, mas apenas para retirar e jogar fora as peças usadas ou defeituosas e substituí-las por outras novas e seladas, diretamente da prateleira. Eles não têm a menor idéia da estrutura interna das ‘peças sobressalentes’ (uma expressão que diz tudo), do modo misterioso como funcionam; não consideram esse entendimento e habilidade que o acompanha como sua responsabilidade ou como parte de seu campo de competência. Como na oficina mecânica, assim também na vida em geral: cada ‘peça’ é ‘sobressalente’ e substituível, e assim deve ser. Por que gastar tempo com consertos que consomem trabalho, se não é preciso mais que alguns momentos para jogar fora a peça danificada e colocar outra em seu lugar? (BAUMAN, 2001, p. 186)
Se queremos um mundo melhor significa que somos ‘peças sobressalentes’, então nos trocam por outra e assim segue a vida.




Quem vigia os Vigilantes?
Nesse contexto se desenvolve aquela que, aparentemente, seria a história principal. O misterioso assassinato do Comediante. Afinal, quem matou o ex-vigilante? Quem poderia liquidar um super herói? Quais as razões do crime?
Essa história tem nome: Watchmen, que se desenrola em 12 edições nos anos de 86 a 87. Alan Moore e o desenhista Dave Gibbons montaram uma história cheia de tramas paralelas e uma aura pouco vista até então, assuntos difíceis que só eram abordados nos ditos quadrinhos alternativos chegaram a uma grande produtora.
A trama também se diferenciava pela beleza estética e pela metalinguagem vista de um olhar brilhante que só os gênios poderiam fazer. Os vigilantes ainda conseguiram ganhar vários Prêmios Kirby e Eisner, além de uma honraria especial no tradicional Prémio Hugo, voltado à literatura: é até o momento a única graphic novel a conseguir tal feito. Watchmen também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923.
Enfim o melhor quadrinho já escrito chega às telonas, e assim como no quadrinho só agradou a quem sabe apreciar a linguagem! Até mesmo os fanáticos de fãs “Heroes” não conseguem ver de onde surgiu a tão bem bolada trama da 1ª temporada..É isso mesmo, “Heroes “ roubou todos os elementos de Watchmen.
O FILME
Fidelidade,
essa palavra resumiria o filme. Nunca vimos uma adaptação tão fidedigna de uma HQ, para o cinema, as conversas eram quase as mesmas, os cenários, o clima, as passagens, a estética, tudo quase perfeito algumas adaptações temporais foram necessárias, mas, fora isso o filme era a HQ no cinema.
Como eu disse a pouco, o filme só irá agradar quem sabe o que apreciar, na sala de cinema o que se via era rios de pessoas saindo antes do filme acabar, dizendo que não era tão legal quanto “Batman” ou “homem de ferro”. Pois bem, o filme não era uma seção pipoca e quem comprar isso irá sair reclamando...que pena?
Nada, daqui a vinte anos verão que assim como nos quadrinhos esse filme também foi um marco. E pra mim, já é o melhor filme do ano.
Ponto Final.
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Por Gustavo Nascimento

No dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, no horário de Brasília, o planeta irá apagar as suas luzes. O Earth Hour, como é conhecido mundialmente, chama as empresas, governos e a população mundial a apagar as luzes durante uma hora. O simples gesto visa refletir sobre o futuro do nosso planeta com o aquecimento global e as mudanças climáticas.
A WWF-Brasil trouxe o movimento pela primeira vez ao Brasil, e a Hora do Planeta, como foi batizado no país, já conta com a adesão do Rio de Janeiro, que é a primeira cidade brasileira a unir-se a iniciativa. A estimativa é que mais de mil cidades e um bilhão de pessoas no mundo também apaguem as suas luzes na Hora do Planeta 2009.
A Hora do Planeta foi realizada pela primeira vez em 2007, quando mais de dois milhões de pessoas em Sidney, na Austrália desligaram tudo. No ano seguinte a participação aumentou para 50 milhões de pessoas em mais de 35 países, e este ano mais de 170 cidades de 62 países diferentes já confirmaram sua participação para a Hora do Planeta 2009.
Vamos nos cadastrar já!!! Hora do Planeta.
Por Gustavo Nascimento

O Curioso caso do ‘macaco da cara vermelha’!
Os Macacos da cara vermelha são seres místicos, oriundos dos paises mouros com mistérios e singularidades comparados a “Elfos” (mas, os macacos ao que parecem teriam o órgão reprodutor), a magos da mitologia inglesa e aos intocáveis botos paraenses, mas, diferente destes, os MCV(vamos chamar assim) existem de verdade.. E eu conheci um.
Eu pude estudar este ser de perto e tentar entender os seus estranhos mistérios ...e por quase um ano de convivência perigosa eu mantive anotações que provariam a todos a sua existência.
segunda-feira, 03, de outubro
O MCV, parece ter por volta dos 30 anos na idade humana, mas, não sei exatamente qual a sua idade real, pois assim como os elfos eles são seres imortais. Sua pele é avermelhada e tem vulcões explodindo a todo instante, não sei o que ele faz no cerrado, mas, ele insisti em habitar aqui, mesmo sem outros da sua espécime por perto...será que existem outros?.... Ele tem curiosas fascinações com criações humanas, e confesso que isso me deixa realmente intrigado.
quarta-feira, 16, outubro
Ele ensina magias e ocultismos, para um bando de seres humanos, todos parecem não entenderem seus ensinamentos, mas, ele insiste em ensinar....
quinta-feira, 23, outubro
Passei a residir perto de seu habitat e comecei a conviver com ele...me fingi ser um discípulo....hoje ele se mostrou grande fã do panda negativo, um vocalista de uma banda de rap, e passou a me chamar de panda... não entendi, mas, preferi ocultar minha duvida...
terça-feira, 08, de novembro
A tv parece lhe divertir como nenhuma outra coisa no mundo, mas, hoje algo estranho aconteceu, ele viu um discípulo que fugiu de seus ensinamentos e estava em uma curiosa dança na tv....ele riu, mas, eu percebi a tristeza em seus olhos, aquele discípulo fazendo um couver da “High School Music” havia lhe desapontado como nenhum um outro ser, aquela dança ao que me parece era uma arte secreta que ele havia ensinado ao seu pimpolho e agora não era mais um segredo apenas dos os dois... Hoje foi triste dia para o MCV...
quinta-feira, 15, de novembro
Seu programa de humor predileto é a novela “os mutantes”, apesar de ele achar real e ficar com medo nas cenas perigosas ele se encanta com essa “Obra de arte”, como ele mesmo chama.... disse que quer ser um membro do “Depecom”...eu não entendi suas observações, mas, não ousei em contrariá-lo..
Domingo, 24, de novembro
Comida instantânea era algo que ele não entendia, e por mais que eu tentasse explicar, ele dizia que isso era coisa do demônio e me satirizava, após isso correu para comer comidas cruas e sem tempero, ele disse que isso sim é coisa boa, era da terra..era do ar.... agora me lembrei de ter visto ele comer 3 pratos de arroz integral (sem ser cozido) com umas hortaliças estranhas e uns óleos que ele havia adquirido em sua expedição ao Pará. Ele insistiu em falar sobre isso, mas, eu apenas olhei, tive medo que ele pudesse fazer algo estranho, esses seres são temperamentais e podem te destruir caso você use as palavras erradas. Foi aí que optei pelo silencio...
terça-feira, 3, de dezembro
Seu banho é algo engraçado, não que ele o fizesse sempre...mas, banhava-se de porta aberta para sentir a correnteza “só assim me lembro do Tibet e dos monges que me ajudavam a me banhar”, então ele me fez um estranho pedido, mas, com sorte escapei de mais este ato estranho...estou com mais medo do MCV, optei em sair e voltar daqui alguns dias ..
segunda-feira, 17, fevereiro
O MCV, voltou de mais uma expedição ao Pará, disse que lá ele encontrou o “príncipe negro”, especiarias para os seus feitiços...trouxe óleos e cremes medicinais, que lhe ajudariam por mais um ano....não sei se consigo mais viver com este ser medonho..
quarta-feira, 3, de maio
A caça, ele se vestiu com roupas estranhas, passou óleos paraenses, fez a barba deixando apenas o bigode e disse ir a caça...tive medo...muito medo... ele me disse que ludibriava suas presas com histórias paraenses e com mitos sobre estradas e flores....como isso funcionaria?...não sei...mas, como de costume optei por não responder...o medo parecia se mostrar cada vez mais latente...
Domingo, julho
Ele trouxe uma ornamentação estranha para casa, uma espécie de vaso com flores...algo meio grego, meio romano...começou a dançar em volta dela, retirou a roupa, e fez preces e cantos.....seus olhos ferveram...ele gritava e exaltava, fazendo triângulos com as mãos, ele começou a falar que as pedras iriam se transformar em pó...que não adiantava escrever os nomes nela.....saltava, gritava....finalmente eu vi ele repetir o gesto de seu discípulo....enfim ele estava fazendo o “Couver” da High School...estava exaltado, xingando, dizendo que a caixa de pandora estava aberta, que o fim do mundo se aproximava.
eu tremi e fugi..quando voltei no dia seguinte ele não estava mais lá....somente as flores de plástico...parece que ele foi para o sul em busca de comida...não sei se irei vê-lo novamente....mas finalmente entendi as flores de plástico...elas faziam parte de sua essência e por isso ele as idolatrava...nunca mais irei ver uma flor de plástico..
por Gilson S.

The Dreams
Nos E.U.A. a questão negra por vezes se mostra como uma cultura mais vigente que a que habita em nosso país, e no filme “The Dreamgirls – Em Busca de um sonho” o autor consegue explanar muito bem a trajetória do negro dentro da sociedade norte americana. O filme se passa em Detroit, década de 60. Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx) é um vendedor de carros, que sonha em deixar seu nome marcado no mundo da música. Ele deseja abrir sua própria gravadora, mas ainda não tem o formato e o produto certo para vender ao público. Curtis encontra o que procura ao conhecer o grupo The Dreamettes, formado pelas cantoras Deena Jones (Beyoncé Knowles), Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) e Effie White (Jennifer Hudson). Elas se apresentam em um show de talentos local, usando perucas baratas e vestidos feitos em casa. Suas vidas mudam quando Curtis, já seu agente, consegue que elas façam o backup do show de James "Thunder" Early (Eddie Murphy), o pioneiro de um novo som em Detroit. Posteriormente o grupo alça vôo solo, mudando de nome para The Dreams. Porém Curtis sabe que para alcançar o sucesso o grupo precisará apostar na beleza provocante e tímida de Deena, mesmo que tenha que deixar de lado a voz potente de Effie.
O roteiro simples consegue mostrar a inserção do negro dentro da sociedade, e norteia situações como a primeira apresentação de um grupo de negros dentro de uma boate branca, a industrialização da musica negra e a mastigação da mesma para consumo da massa, o discurso de Martin Luther King e a importância que ele toma mesmo que como pano de fundo dentro do filme e a guerra civil que a cidade sofria durante aqueles anos.
Quando o personagem Curtis (Fox), troca a líder do grupo por uma participante mais bela porem sem identidade, o autor consegue por em questão toda a pragmática da identidade não só a negra como outra qualquer, ela somente assumiu os vocais por não ter uma voz de identidade e assim poderia se moldar aos padrões do “sucesso” dentro da industria cultural.
Essa afirmação, não é inverossímil, mas nossa identidade só se torna identidade através do outro mesmo que não aceitemos a identidade alheia. Eu só sou o que sou eu porque não sou você, e aí que mora a pragmática da questão negra e de qualquer questão identitária na sociedade atual.
Negros insistem com a afirmativa que são negros ou não, e isso pula para cima dos portões das políticas de cotas e dos cordões do isolamento racial, não se tem mais uma linha separatória entre o branco e o preto vivemos em uma sociedade cinza e por mais daltônica que possa parecer nossa discussão monocromática, negros e brancos se fundiram a muito tempo, só insistem em não enxergar isto.
Enfim, vivemos em um país de cafuzos confundindo negros, que se dizem mulatos, que por sua vez, odeiam os brancos, e estes dizem ser pardos, que não se acham amarelos!
“A presença negra atravessa a narrativa representativa do conceito de pessoa ocidental: seu passado amarrado a traiçoeiros estereótipos de primitivismo e degeneração não produzirá uma história de progresso civil, um espaço para o socius; seu presente desmembrado e deslocado, não conterá a imagem de identidade que é questionada na dialética mente/corpo e resolvida na epistemologia da aparência e realidade” (BHABHA, 1998, p.273).
Por Gustavo Nascimento